Só uma menina tentando ser feliz;
Só uma menina tentando amor.
Embriagar-me-ei no vinho da amargura;
Lutarei contra os fantasmas presentes.
Mesmo que o poeta maior diga que não cantemos nossos sentimentos,
Drummond, desculpa!
Mas cantá-los-ei, pois me ferem.
Sentimentos que não sei a causa nem a origem
Apenas sinto, e ferem!
O vinho ajuda a diminuir a distância entre razão e tolice
Escrevo...
Dói!
Vivo, sem viver!
Afogo de mim minhas dores
A quem pretendo enganar?
A mim mesma?
Impossível!
Não sou outra que não eu mesma!
A música ajudá a produzir, ou reproduzir, a podridão que não cessa de feder.
Levem-me para um lugar distante...
Perfeito será se for distante de mim!!
Uma lágrima desce, vagabunda, mas vertical.
Quero mais vinho...vou encher meu ser vazio!
Conversas fiadas e afiadas. Filosofia barata de botiquim. Expressão de impressões ou impressão de expressões. São também essas coisas entre tantas outras.
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Angústia!
Não me sinto bem. Não me ouço bem, não me compreendo bem!
Luto contra essa sombra que teima em me esquadrinhar.
Sumir no além mar, ou ir para a Suíça, quem sabe!?
Em algum lugar que me arrebate e de súbito perceba que já não existo mais e sim, fragmentos de mim.
Luto contra essa sombra que teima em me esquadrinhar.
Sumir no além mar, ou ir para a Suíça, quem sabe!?
Em algum lugar que me arrebate e de súbito perceba que já não existo mais e sim, fragmentos de mim.
domingo, 30 de novembro de 2008
Meu ato existencial
A angústia talvez seja a única coisa que nos faça pensar a existência!
Angústia de não saber o que querer, ou pior...
De não saber o que ser.
Ah!
Triste pesar!
Tristeza essa construída por si próprio!
Mas, ou se é triste por ter vivido,
Ou se amargo por não ter tentado.
A angústia é o não contentamento da existência!
Talvez o que se faz dessa angústia seja a grande chave.
Chave que abre possibilidades de ser ou deixar de ser.
Mas deixar de ser o quê?
Deixar de ser a amada dos olhos teus, para ser...
Mas chave também que fecha possibilidades,
Possibilidade mesmo de não ter mais possibilidades,
De permanecer ali pra sempre.
Neste ato existencial,
De escolher o não escolher,
talvez se faça a felicidade da existência,
Felicidade esta que não mais contenta.”
Angústia de não saber o que querer, ou pior...
De não saber o que ser.
Ah!
Triste pesar!
Tristeza essa construída por si próprio!
Mas, ou se é triste por ter vivido,
Ou se amargo por não ter tentado.
A angústia é o não contentamento da existência!
Talvez o que se faz dessa angústia seja a grande chave.
Chave que abre possibilidades de ser ou deixar de ser.
Mas deixar de ser o quê?
Deixar de ser a amada dos olhos teus, para ser...
Mas chave também que fecha possibilidades,
Possibilidade mesmo de não ter mais possibilidades,
De permanecer ali pra sempre.
Neste ato existencial,
De escolher o não escolher,
talvez se faça a felicidade da existência,
Felicidade esta que não mais contenta.”
Angústia, desespero e liberdade: uma conversa com Kierkegaard e Sartre.
A liberdade em Kierkegaard tem origem na angústia, pois esta aniquila toda a segurança e entrega o homem ao abandono, e só na medida em que for capaz de sofrer a prova desse abandono será existencialmente livre, ou seja, a angústia é a única possibilidade de uma existência autêntica.
A liberdade em Sartre é-nos dada desde sempre, pois se o homem se define como a possibilidade de dar sentido às coisas, ele é atividade. E essa atividade, essa necessidade de escolher a cada momento o sentido do mundo constitui a liberdade. Porém, com o “poder” de doar sentidos, o homem doa sentido a si próprio, ou seja, se constitui. Agora o homem é o ente que se distingue das coisas, ele não é mais um ser, no sentido estático do mesmo, mais ele é liberdade, liberdade de se criar a todo instante.
Essa possibilidade de existência fluida torna o homem aprisionado, exilado em sua própria liberdade, pois sendo o mesmo que decide pela significação das coisas, “torna-se fatigado desta constante atividade; se esse esforço de lucidez e decisão desfalece, nada mais tem sentido, e eles vêm à obscena e insípida existência que lhes é dada para nada”.
Para Sartre nada justifica a existência. Tal pensamento esta de acordo com o homem que vive no estádio estético da existência Kierkegaardiana, pois o homem, em tal estádio, concentra sua existência no imediato, não tem domínio sobre os seus sentidos e sentimentos, “torna-se joguete dos impulsos, sempre a procura do instante efêmero que passa”. Tal estádio é prolifero em si mesmo, é o imediato com suas finalidades diversas e incompatíveis.
O homem que vive em tal existência não consegue encontrar resposta para suas aspirações fora de si, tornando a existência presente insuportável. “Busca a todo instante escapar ao vazio e ao tédio de uma vida aparentemente sem sentido”. Tal situação leva a uma estreita relação entre tal estádio e o desespero.
O desespero sartreano é o do homem sem fé, sem família, sem amigos, sem qualquer meta fixa na vida. O desespero Kierkegaardiano vem unicamente do indivíduo e é originado na paralisia da vontade, levando o homem a um impasse, pois o mesmo não consegue tomar decisão, ou seja, se vê indubitavelmente paralisado frente ao único aspecto, segundo Sartre, que o torna “consciência doadora de sentidos”, e porque não existente, a saber, a liberdade.
A liberdade em Sartre é-nos dada desde sempre, pois se o homem se define como a possibilidade de dar sentido às coisas, ele é atividade. E essa atividade, essa necessidade de escolher a cada momento o sentido do mundo constitui a liberdade. Porém, com o “poder” de doar sentidos, o homem doa sentido a si próprio, ou seja, se constitui. Agora o homem é o ente que se distingue das coisas, ele não é mais um ser, no sentido estático do mesmo, mais ele é liberdade, liberdade de se criar a todo instante.
Essa possibilidade de existência fluida torna o homem aprisionado, exilado em sua própria liberdade, pois sendo o mesmo que decide pela significação das coisas, “torna-se fatigado desta constante atividade; se esse esforço de lucidez e decisão desfalece, nada mais tem sentido, e eles vêm à obscena e insípida existência que lhes é dada para nada”.
Para Sartre nada justifica a existência. Tal pensamento esta de acordo com o homem que vive no estádio estético da existência Kierkegaardiana, pois o homem, em tal estádio, concentra sua existência no imediato, não tem domínio sobre os seus sentidos e sentimentos, “torna-se joguete dos impulsos, sempre a procura do instante efêmero que passa”. Tal estádio é prolifero em si mesmo, é o imediato com suas finalidades diversas e incompatíveis.
O homem que vive em tal existência não consegue encontrar resposta para suas aspirações fora de si, tornando a existência presente insuportável. “Busca a todo instante escapar ao vazio e ao tédio de uma vida aparentemente sem sentido”. Tal situação leva a uma estreita relação entre tal estádio e o desespero.
O desespero sartreano é o do homem sem fé, sem família, sem amigos, sem qualquer meta fixa na vida. O desespero Kierkegaardiano vem unicamente do indivíduo e é originado na paralisia da vontade, levando o homem a um impasse, pois o mesmo não consegue tomar decisão, ou seja, se vê indubitavelmente paralisado frente ao único aspecto, segundo Sartre, que o torna “consciência doadora de sentidos”, e porque não existente, a saber, a liberdade.
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